Valada


Valada


Rui Lacas (ou apenas Lacas) é um autor de BD já de créditos firmados, com obra publicada em Portugal e no estrangeiro. Mas para um público não especialmente interessado em banda desenhada, este nome (metade verdadeiro, metade pseudónimo) pode ser praticamente desconhecido.

Ora nos leitores da excelente revista Gerador cabe, como é natural, uma faixa de interessados em BD, mas é óbvio que a maioria dos compradores será atraída pela variedade de temas que a Gerador sempre apresenta, começando (no nº5 aqui sob análise) por um artigo dedicado ao mirandês - a segunda língua de Portugal -, continuando num romance colectivo publicado capítulo a capítulo em cada edição, passando por uma crónica gulosa após a degustação de um inesquecível pastel de nata num café da Costa Nova, e quase terminando numa bem informada agenda de eventos culturais: exposições, peças teatrais, festivais de música, encontro de diários gráficos, projectos variados (exemplo, o de Querença, "Do Barro da Terra às Peças de Olaria") cobrindo todo o país. 

Daí que seja natural alguma estranheza para uns tantos leitores da Gerador ao depararem-se com uma banda desenhada, tendo por cenário a aldeia de Valada, sob argumento/guião congeminado por Rui Lacas, ele também o autor dos extraordinários desenhos sequenciais que concretizam em registo figurativo a curta bd de sete pranchas, colorizada com sensibilidade em matizes de sépia, também pelo ecléctico Lacas.


Imagens que ilustram este artigo:
De cima para baixo - 1ª prancha da BD e última.


RUI LACAS

Síntese biográfica (extraída da própria revista, com a devida vénia)

Nasceu autor de BD. Aos 19 anos viu o seu primeiro trabalho ser publicado, e desde  1989 que não pára de trabalhar.

Não se considera um artista, mas é um dos autores de BD mais premiados em Portugal. Recebeu o 1º prémio do concurso de BD na II edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora [FIBDA] quando tinha apenas dezasseis anos.

O seu livro Obrigado Patrão já arrecadou cinco distinções, duas das quais no estrangeiro. Trabalhou com Jorge Magalhães em Maldita Cocaína, e com Pedro Baptista-Bastos em A Cauda do Tigre.

A solo publicou A Filha do Caranguejo, Que é Feito do Meu Natal?, Obrigado Patrão (primeiro lançado em França com o título Merci Patron), Han Solo, A Ermida, e mais recentemente Asteroid Fighters, onde desenha um futuro apocalíptico para a humanidade, num planeta ameaçado por asteróides que são combatidos por heróis muito especiais. Foi o melhor álbum do ano no FIBDA de 2010. 

Rui Lacas explica que a BD não dá para viver e garante que os autores portugueses "fazem BD por amor". 

 




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